Drone: o novo futuro da logística de última milha?

drone na última milha

Drone: o novo futuro da logística de última milha?

Entregas mais rápidas e com custo menor, esse é quase um mantra das empresas que realizam entrega de produtos. E não é difícil entender o motivo, a última milha – também conhecida como last mile – é uma das etapas mais caras da logística, representando pelo menos 24% dos custos operacionais.  

O custo de entrega pode ser ainda maior no e-commerce. Um estudo divulgado pelo Instituto Ilos, aponta que o last mile pode representar até 45% do orçamento. O que se torna um grande desafio para os marketplaces. 

Com o crescimento do comércio eletrônico, os varejistas que operam no meio digital estão buscando tecnologias para otimizarem a sua última milha. Prova disso é o uso de computação em nuvem, armários inteligentes, bicicletas elétricas, robôs e várias outras tendências para o setor

O mercado tem investido para que essas mudanças aconteçam. Um relatório da plataforma Distrito, que reúne dados de startups, mostra que foram investidos US$1,3 bilhão em logtechs nos últimos 10 anos.

O drone seria uma nova alternativa para a última milha?

As entregas realizadas por drones prometem diminuir os prazos e reduzir os custos com transporte, porém existem algumas objeções para colocar em prática essa usabilidade. 

Dentre os desafios estão algumas adaptações para esse modelo como: restrição de tamanho e peso do produto,  tempo de autonomia no ar e a adaptação para acomodar as cargas de forma segura. Além disso, tudo precisa estar seguindo a legislação para essa modalidade. 

Alguns testes já começaram a ser realizados no Brasil, um deles foi no segmento de delivery. Segundo Felipe Martins, diretor de inovação do IFood, em uma entrevista para o Valor Econômico, a empresa começou a operar em dezembro com drones, ainda em caráter experimental, para realizar uma etapa intermediária da entrega de pedidos. 

Outro estudo mais recente do Illos mostra que apenas 15% das empresas já utilizam drone em alguma etapa de suas operações e pelo menos 36%, esperam aumentar ou iniciar nos próximos anos. Foram ouvidas 73 companhias de maior faturamento no país e de setores distintos. 

De acordo com Maria Fernanda Hijar, sócia do Ilos, nenhuma empresa conseguiu escalar o uso do drone, principalmente, quando se relaciona ao consumidor final. Isso devido ao custo elevado e restrições de regulamentações. 

A pouca representatividade de drones não significa a falta de inovação no setor. Segundo uma pesquisa do Ilos, 92% das empresas já usam algum serviço de computação em nuvem, 58% já fazem uso de inteligência artificial, 51% usam robôs em seus armazéns e 32% algum tipo de veículo autônomo. 

Qual é sua aposta para o uso de Drone ou outras tecnologias? Deixe aqui nos comentários.

Fonte: Valor Econômico

 



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